Nesta quarta-feira, dia 02 de abril, a UPES, a UPE, a UMESC e a UJS realizaram um manifesto pacífico na Praça Santos Andrade, reivindicando o Passe Livre Estudantil na capital do Paraná. Esta já é uma reivindicação histórica dos estudantes de todo o país, já conquistada em dezenas de cidades, e uma reivindicação extremamente justa no combate à evasão escolar, principalmente numa cidade como Curitiba – que por sinal não concede nem o meio-passe aos estudantes.No encerramento do manifesto, após a ocupação simbólica de uma estação tubo, os estudantes foram surpreendidos pela ação covarde da Guarda Municipal curitibana que, com cacetetes, spray de pimenta e uma truculência sem medida começaram a bater em dezenas de estudantes. Por conta das agressões, um estudante do colégio Loureiro Fernandes acabou desmaiando. Mesmo após o desmaio, o estudante continuou a ser agredido, e ao tentar coibir os guardas o presidente da UPES, Rafael Clabonde, e o também diretor da UPES, Adriano Matos, Mu, foram algemados, acusados de desacato a autoridade e presos. Não bastasse isso, nosso camaradas ainda foram covardemente agredidos na delegacia, antes de serem soltos cerca de duas horas depois.
É alarmante pensar que, após mais de duas décadas de democracia, ainda exista quem pense que manifestação estudantil seja caso de polícia.
Pior é ver que, coincidentemente onde tucanos e ‘democratas’ (rs) comandam, a repressão violenta é a melhor pedida contra as reivindicações sociais.
Basta lembrar do que fizeram aqui em Ponta Grossa, há menos de dois anos. Numa sequência de manifestações com a mesma pauta, Passe Livre estudantil, além da violência da Guarda Municipal contra os estudantes, da prisão de integrantes do movimento durante os manifestos, das ameaças judiciais de multa contra manifestações próximas ao terminal, da pressão para que participantes do movimento perdessem seus empregos, das ameaças anônimas mais covardes até o atropelamento do hoje presidente da UMESP, Aliel Machado, a tomada de partido automática pela defesa dos interesses particulares das empresas de transporte coletivo parece ser uma premissa fundamental do pensamento desta laia de políticos.
Para Curitiba, desejamos cada vez mais força à galera da UJS e do movimento estudantil na reivindicação de seus direitos, e vamos torcer para que o povo desbanque do poder estes funcionários da elite. Terça-Feira que vem, dia 08, está programada mais uma grande manifestação.
Em Ponta Grossa, vamos lutar todos juntos para que o Passe Livre volte à pauta principal do movimento estudantil, e para que o interesse público prevaleça sobre a ganância por lucros dos que exploram cotidianamente nosso povo.
Uma vantagem inegável dessa nossa democracia – apesar de suas limitações – é poder dizer: Eleições vem aí!
Uma característica que nos orgulha de sermos juventude é podermos dizer: Não é a repressão que vai nos fazer calar!
Se assumimos uma luta, é até a vitória sempre!